De acordo com a Bloomberg, China pretende acabar com o uso de computadores e sistemas operacionais de empresas estrangeiras em instituiçÔes estatais e empresas estatais dentro de dois anos, marcando um dos esforços mais agressivos de Pequim até hoje para erradicar tecnologias estrangeiras.
ApĂłs a semana de fĂ©rias de maio, funcionĂĄrios foram solicitados a substituir computadores estrangeiros com computadores locais rodando software operacional desenvolvido no paĂs, disseram pessoas familiarizadas com o projeto.
Em um esforço para apoiar fabricantes locais de PCs e desenvolvedores de software e reduzir o impacto de possĂveis sançÔes do governo ocidental, o governo chinĂȘs reiterou sua ordem de substituir PCs e softwares de marcas estrangeiras usados ââpor agĂȘncias, governos e empresas. dentro de dois anos.
A Lenovo Ă© uma empresa chinesa que fabrica computadores e servidores de computador, entre outras coisas. Fundada em 1984 por Liu Chuanzhi, a marca ficou conhecida mundialmente em 2005, quando adquiriu a divisĂŁo de computadores pessoais da IBM, tornando-se a principal fabricante de PCs do mundo.
Embora substituir um Dell pelo Windows por um Lenovo com Linux pareça tentador para as empresas chinesas, parece que o paĂs ainda nĂŁo o fez, mas essa nova iniciativa parece ter mais força.
Existem muitas razĂ”es por que o governo chinĂȘs quer que o paĂs mude para tecnologias locais. Primeiro, quer manter o dinheiro chinĂȘs na China e nĂŁo vĂȘ-lo fluir para empresas estrangeiras. Segundo, depois de aprender a lição da repressĂŁo da Huawei, vocĂȘ quer ter certeza de que nĂŁo depende de tecnologia desenvolvida e construĂda em outro lugar. Especificamente, tecnologia que pode ser proibida de ser importada para a China.
Lembre-se de que, devido Ă guerra russo-ucraniana, as empresas ocidentais foram proibidas de fazer negĂłcios com a RĂșssia: seguiu-se uma onda de quebras nĂŁo anunciadas de contratos com empresas russas. Assim, deixando em dificuldades todas as empresas russas que haviam depositado sua confiança em tecnologias ou empresas ocidentais.
A grande maioria dos PCs vendidos em todo o mundo sĂŁo montados na China, mas carregam marcas de origem americana ou europeia. O governo chinĂȘs e as empresas estatais tambĂ©m usam computadores das marcas Dell e HP fabricados na China. No entanto, parece que Pequim sĂł quer ver marcas locais como Lenovo, Inspur, Fundador, Tsinghua Tongfang em escritĂłrios de empresas estatais e estatais.
A SAP interrompeu todas as vendas para a RĂșssia no inĂcio de março, em linha com as sançÔes internacionais. A gigante de software empresarial SAP disse que suspenderia todas as vendas no paĂs. As sançÔes econĂŽmicas contra a RĂșssia sĂŁo um mecanismo importante nos esforços para restaurar a paz. sim
A iniciativa deverĂĄ exigir a substituição de pelo menos 50 milhĂ”es de computadores de marcas estrangeiras, que serĂŁo encomendados para serem substituĂdos por equipamentos de fabricantes chineses.
Em geral, fabricar PCs com marcas chinesas não é problema para fabricantes chineses. O maior desafio e uma das principais razÔes pelas quais a China ainda depende de tecnologia estrangeira seria substituir software americano e europeu por alternativas chinesas. Existem vårias distribuiçÔes Linux desenvolvidas na China, como o Red Flag Linux projetado pela Red Flag Software e o Kylin desenvolvido pela National University of Defense Technology, que poderia substituir o Windows e/ou distribuiçÔes Linux estrangeiras para alguns usuårios.
Existem tambĂ©m alternativas ao Office da Microsoft e alguns outros aplicativos comumente usados, como o Photoshop da Adobe. Embora as alternativas nĂŁo sejam tĂŁo confortĂĄveis ââde usar quanto os originais e suas capacidades sejam geralmente inferiores aos originais, eles ainda podem fazer o trabalho (mas nĂŁo em todos os casos).
O problema Ă© que existem muitos softwares profissionais desenvolvidos ao longo de dĂ©cadas que nĂŁo tĂȘm alternativas que oferecem recursos e recursos semelhantes. Programas usados ââpara criação de conteĂșdo, design auxiliado por computador (CAD), automação de design eletrĂŽnico, visualização profissional (ProViz), edição de vĂdeo, pĂłs-produção de vĂdeo e muitos outros aplicativos seriam praticamente insubstituĂveis.
Ă por isso que as empresas de mĂdia e segurança obtiveram permissĂ”es especiais para comprar equipamentos estrangeiros. Enquanto isso, o governo chinĂȘs nĂŁo sĂł quer que seus prĂłprios funcionĂĄrios mudem para programas chineses, mas tambĂ©m exige que empresas estatais e apoiadas pelo Estado parem de usar software americano e europeu.
De acordo com dados preliminares, a prescrição nĂŁo se aplica a componentes de difĂcil substituição, como processadores. Apesar do desenvolvimento de chips prĂłprios da China, a maioria dos fabricantes chineses continua a usar processadores Intel e AMD em PCs. Recomenda-se substituir o software da Microsoft por soluçÔes baseadas em Linux desenvolvidas por fabricantes chineses.
Na sequĂȘncia da informação sobre a iniciativa do governo chinĂȘs, as açÔes da HP e da Dell, que ocupam uma parte significativa do mercado chinĂȘs, caĂram cerca de 2,5%. Enquanto as açÔes de fabricantes chineses como Lenovo, Inspur, Kingsoft e Standard Software, pelo contrĂĄrio, subiram de preço.
fonte: https://www.bloomberg.com