Foi anunciado que o suporte ao Linux 6.1 será de 10 anos, reavivando o problema de manutenção

Tux, o mascote do Kernel Linux

O kernel do Linux é a espinha dorsal dos sistemas operacionais (SO) Linux e é a interface fundamental entre o hardware de um computador e seus processos.

Sem dúvidas uma das versões do Kernel Linux que ficará para a história será o Linux 6.1 e não exatamente pelo título do artigo, mas é a primeira versão do Linux que adota uma segunda linguagem de programação com a qual se pretende modernizar gradativamente o Kernel.

Muitos usuários de Linux e até mesmo leitores atualizados sobre as mudanças e novidades do pinguim sabem do que estamos falando. Mas para quem ainda não sabe, a razão é ferrugem, Sim, aquela linguagem de programação moderna que chegou ao Linux e que tudo indica que envolverá muitas mudanças e melhorias a partir de agora no Kernel.

Voltando à parte do título, recentemente a Linux Foundation revelou através de um anúncio suporte de longo prazo para o ramo do kernel Linux 6.1, em que será fornecido apoio no âmbito do programa SLTS (Super Long Term Support), que ao contrário das versões LTS (Long Term Support), implica um ciclo de suporte mais longo, focado na utilização do kernel em sistemas técnicos de infraestrutura civil e em sistemas industriais críticos.

“Os núcleos CIP são desenvolvidos e revisados ​​com a mesma atenção meticulosa que os núcleos regulares estáveis ​​de longo prazo (LTS)”, disse Yoshi Kobayashi, presidente do TSC do projeto CIP.

«Nossos desenvolvedores estão ativamente envolvidos na revisão e teste de núcleos LTS, contribuindo para a qualidade geral e segurança da plataforma. “Um destaque importante é o nosso trabalho na norma de segurança IEC 62443, que visa fortalecer a resiliência de sistemas de infraestrutura crítica.”

A filial SLTS será mantido pelo projeto “Plataforma de Infraestrutura Civil” (CIP) opera sob os auspícios da Linux Foundation e está sendo desenvolvido com a participação de diversas empresas renomadas. Além dos representantes das empresas mencionadas, os mantenedores das ramificações LTS do kernel principal, os desenvolvedores Debian e os criadores do projeto KernelCI participarão da manutenção do kernel SLTS.

Em seu anúncio, a Linux Foundation menciona queAs atualizações para o branch Linux 6.1 serão lançadas por pelo menos 10 anos, durante esse período, não apenas as correções que afetam a confiabilidade e a segurança serão enviadas para o kernel, mas também serão apoiadas por ramificações de aprimoramento mais recentes para suportar novo hardware. Anteriormente, um ciclo de manutenção estendido semelhante foi aplicado aos kernels 4.4, 4.19 e 5.10.

Com este anúncio, Linux 6.1 junta-se à lista de ramificações LTS suportadas:

  • Linux 6.1 – até dezembro de 2026 + suporte dentro do SLTS (usado no Debian 12 e no branch principal do OpenWRT).
  • Linux 5.15: até outubro de 2026 (usado no Ubuntu 22.04, Oracle Unbreakable Enterprise Kernel 7 e OpenWRT 23.05).
  • Linux 5.10 – até dezembro de 2026 + suporte dentro do SLTS (usado no Debian 11, Android 12 e OpenWRT 22).
  • Linux 5.4 – até dezembro de 2025 (usado no Ubuntu 20.04 LTS e Oracle Unbreakable Enterprise Kernel 6)
  • Linux 4.19 – até dezembro de 2024 + suporte dentro do SLTS (usado no Debian 10 e Android 10).
  • Linux 4.14 – até janeiro de 2024.

Cabe mencionar que Este anúncio reaviva a questão de um dos problemas mais graves queque afetam o Linux, que é a manutenção de filiais LTS Com o passar dos anos, há cada vez mais versões e o tempo de suporte é maior.

Conforme mencionado em um post aqui no blog, sobre o que o desenvolvimento de versões LTS do Linux pode ser abreviado, é porque o principal problema é a carga dos mantenedores, já que eBurnout é considerado um dos problemas mais graves dentro da comunidade de desenvolvimento do kernel.

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E como mencionado no artigo, apesar do apoio de corporações, voluntários por interesse e neste caso Linux 6.1 em que um projeto se encarrega da manutenção de longo prazo, Ainda é um tópico sobre o qual os desenvolvedores Linux colocaram luz vermelha e que eles querem resolver o mais rápido possível.

Por último, pessoalmente, uma das possíveis soluções já propostas é reduzir o tempo de manutenção ou, na sua falta, limitar o número de versões LTS que devem ser suportadas a 2 ou 3.

Se você interessado em aprender mais sobre isso, você pode verificar os detalhes no link a seguir